Crônica
   
        Esperavam-se muito mais chuvas para nossa região, para 2017, está bem pouca; muitas nuvens, muita armação, mas chuva, que é bom, não cai, como devia. Começo de fevereiro, a vida volta a rolar normalmente, nos três poderes. Paira sobre todo o mundo uma sobra de incertezas em todos os setores, para onde estamos caminhando? A justiça dos EEUU dá um tranco em Trump, ninguém e nada estão acima da Lei, da Constituição. Políticos usam até a morte para se promoverem, que classe! Mais um carnaval; como sempre há um pouco de relax, não tanto como nos tempos passados, até o carnaval sofreu com essa crise; o pior é que os causadores dela só pensam em voltar ao poder, que Deus nos proteja disso. Sinais de melhora pintam no horizonte.

   
       Poema

Uirapuru

nunca vi um
pessoalmente
nem ecutei um
diretamente

em videos e discos,
mas
absoluta
fascinação

canto
mavioso
longo
melodioso,
pássaros
enfeitiçados
param de cantar
para ouvir
o sagrado mestre canoro

lendas mitos crenças
traz felicidade,
talismã
para sorte
na vida no amor

poder sobrenatural
Uirapuru empalhado
amuleto comercializado

meu canto
de amor
para
a amada
seja
tão
hipinotizador
encnatador
celestial,
tão
feliz
como
o do
uirapuru
para a natureza


   

      Crítica Literária

   
    EÇA DE QUEIROZ
    São inúmeras as possibilidades de crítica da obra de Eça de Queiroz. Uma delas, a menos praticada, é sobre suas crônicas. Vamos comentar sobre a obra desse escritor, Crônicas de Londres, Ed. Aviz, 1944. Eça revela-se um cronista literário da maior grandeza. Todas as características da crônica, aceitas pelos teóricos, acham-se plenamente realizadas nesse livro; uma delas é o pequeno tamanho; quase todas contemplam esse item, a exceção é quando Eça fala da guerra russo-turca e da política de vários países da Europa e da América do Norte. Essas crônicas foram escritas entre os anos de 1877 e 1878; cronística e literariamente, Eça capta os acontecimentos marcantes desse período, como, entre muitíssimos outros, as invenções do telefone e do gravador.

   
    EMIL DE CASTRO
    É privilégio sem par ser inebriado pela fulgurante poesia de A Margem Esquerda. Como pequeninos frascos guardam os mais preciosos perfumes franceses, esse “livrinho” é recipiente de valiosíssimos poemas do mais alto quilate poético. Emil de Castro só confirma, mais uma vez, ser um dos maiores nomes da poesia brasileira contemporânea.
Somos liricamente embalados por um contínuo jogo poético entre o infinito e o instantâneo; a plenitude de vivência amorosa conjugada com a mais absoluta solidão; a imensidão do mar cortada pela fina linha do mergulho da gaivota; alvissareiro otimismo mesclado com duro pessimismo existencial. É uma torrente poética que nos leva para a margem do tudo e do quase; tomará um banho de plenitude poética quem puder navegar e mergulhar na MARGEM ESQUERDA da POESIA DE EMIL DE CASTRO.

   
    ALINE TAVARES
    Para se produzir algo de valor na literatura infantil exige-se uma série de requisitos. O primeiro e o maior deles é o respeito à criança como pessoa humana plena em determinada fase da vida. A falta dessa característica tem produzido grande número de obras absolutamente idiotas, indignas de chegar às mãos das crianças. O livro, recentemente lançado, A Incrível História do Unicono, recria a narração mitológica bíblica da criação, com inteligência, humor, reflexão, ensinamento e outras qualidades que contribuem para que as nossas crianças possam viver sua meninice, cultivando sadia imaginação formadora de sua plenitude humana.