Crônica

    A política brasileira continua um caos, procurando livrar-se do mar de corrupções que enlameia a vida nacional. Como os políticos utilizam todos os recursos para se apresentarem como pessoas honestas, o que a realidade, tantas vezes, contesta abertamente, mas quase sempre eles acham um jeito de escapar dessa realidade; a esperteza acima de tudo. O mundo continua convulsionado, em todas as partes. A natureza também está num convulsionamento tão intenso como eu nunca tinha presenciado antes. A corrupção estonteante joga o país no brejo. Políticos só se interessam por eles mesmos, que o Brasil vá para as cucuias. Por isso uma crise política sem fim.

   

    Poema

FLOR

flor
o mais lindo
da natureza

flor
o mais caprichada tessitura
da vida

singelas
exuberantes
multicoloridas
de uma cor só

delicadezas
infinitas

as mais mimosas
têm espinhos

nada se compara
melhor
com a flor
que a mulher 

ninguém
é mais flor
que a mulher que amo
ela é
minha flor.
 

    Crítica Literária
   
    Através do grande poeta e exímio escritor ARICY CURVELLO, nascido em Uberlândia, MG, tenho recebido números do Fundinho Cultural, um surpreendente jornal, que tem toda a estrutura de uma ótima revista.
    Muito se pode falar sobre esse fenômeno cultural, alguns deles são os seguintes: Tenho os números 33, 34, 35, 37. No número 34, Luciano Belo Pereira, em Como vejo o Fundinho, p.9, conta-nos sobre a origem do bairro Fundinho em Uberlândia, onde nasceu essa magnífica cidade de Minas Gerais e como brotou o jornal Fundinho Cultural.
    A montagem artística das capas é maravilhosa e o conteúdo é também produzido com todo o esmero. A cientificidade está sempre presente, em entrevistas, biografias, críticas, criações poéticas e em prosa. Mas o que chama enormemente a atenção é um colossal humanismo que perpassa por toda parte, em emoções, recordações, homenagens em profunda palpitação de tudo que embala a alma humana, num enlace de amizade, companheirismo e altruísmo.
    O número 37, de março de 2017, comemora os 15 anos de existência do jornal. O mais marcante nesse espaço é a entrevista: “Hélvio Lima, o editor, o artista plástico, o poeta, o ser humano.” Quanta coisa super-magnífica, Hélvio é o fundador e editor do jornal desde o início, distribuído gratuitamente, com tiragem de 5000 exemplares, há 15 anos, em Uberlândia, no Brasil e no exterior. Quanto idealismo, quanta grandeza, quanto desprendimento em prol da cultura!
    Meus efusivos cumprimentos a esse excepcional empreendimento, o Fundinho Cultural; uma vez mais, meus agradecimentos ao poeta exímio Aricy Curvello, pelo privilégio de me fazer conhecer o Fundinho Cultural.
Obrigado, obrigado.