Crônica

    Há tensão na lava jato, parece que estão tentando começar a desmontá-la. Mais uma apocalíptica delação premiada desvela que o mar de lama da corrupção, na vida pública brasileira, continua infectando fortemente o país. Nossa democracia é continuamente abalada, mas resiste bravamente; canalhas oportunistas de toda ordem tentam aproveitar-se da situação em benefício próprio. O terrorismo continua a encharcar a terra de sangue inocente. Apesar dessa negatividade, muita coisa boa está acontecendo sem estardalhaço, como várias conquistas na área da saúde. O frio está querendo aparecer. Vivemos uma época de muita insegurança, em todos setores. Confusões campeiam pelo mundo.
   



    Poema

Vácuo

vácuo
existe?
existe!

num instante
tudo vazio

emoção
inspiração
paralisadas

vontade
ficar quieto
dormir

planando
num oco

magicamente
sem quê nem porquê
flor da vida
recomeça
a desabrochar

preocupações
desejos
ilusões
re-eclodem
aos borbotões

jogo
vitalidade
contra
vácuo
 

   



    Crítica Literária

Rachel de Queiroz

Raquel de Queiroz é uma das maiores escritoras da literatura brasileira, vamos enfocar a crônica em sua produção literária. Muitas delas estão espalhadas em revistas e periódicos. Algumas estão reunidas em livros publicados pela própria autora, como Um alpendre, uma rede, um açude, 100 crônicas escolhidas. 8ª edição. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Outros livros nesse gênero: A donzela o a moura torta, (1948). O brasileiro perplexo; histórias e crônicas, (1963). Há livros de crônicas, em que Raquel de Queiroz divide espaço com outros cronistas, como em O melhor da crônica brasileira, 11ª edição. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013, em que ela compartilha espaço com Ferreira Gullar, José Lins do Rego, Luis Fernando Veríssimo. Há muitos estudos sobre essa escritor a e a obra dela, entre outros, FERREIRA, Raquel França dos Santos. A “Última Página” de O Cruzeiro: Crônicas e escrita pública de Rachel de Queiroz, no pós-64. Tese. Niterói, UFF, 2015. Esse estudo mostra como são infinitas as perspectivas abertas pelas crônicas de Rachel de Queiroz. Apresentam-nos incomensuráveis detalhes, alguns deles são: regionalismos, identidades nacionais e internacionais, economia, educação, transporte, segurança, memórias, ditadura, política, coisas corriqueiras e  interiores, reflexões de toda ordem e outras centenas de temas. Essas crônicas de Rachel estendem de 1º de dezembro de 1945 até 22 de janeiro de 1975, foram publicados mais de 1.300 textos. Os valores literário, social, histórico e tantos outros epítetos importantes dessas crônicas são abundantíssimos.
A importância de Rachel de Queiroz é colossal em toda a literatura brasileira.